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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Covid-19: fisioterapeuta recebe doses de vacinas diferentes em Natal


Uma profissional de saúde descobriu que as doses de vacina contra covid-19 que recebeu em Natal eram de imunizantes diferentes: ela tomou uma dose da vacina de Oxford e uma da CoronaVac. O erro foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

As duas vacinas tiveram uso aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil e fazem parte do programa de imunização. No entanto, cada pessoa deve receber as duas doses do mesmo produo. Não é comprovada a eficácia da imunização quando o paciente recebe doses de fabricantes diferentes.

A fisioterapeuta Solimar Palagar, de 47 anos, trabalha em uma maternidade pública. Ela disse que foi ao Palácio dos Esportes para tomar a primeira dose em 27 de janeiro.

Ela afirma que dois profissionais a informaram que sua primeira dose era da CoronaVac, no entanto, o nome da vacina não foi registrado no cartão de vacinação.  Nesta terça-feira (16), Solimar foi a outro local de vacinação contra covid-19, no shopping Via Direta, para receber a segunda dose da CoronaVac, conforme calendário divulgado pelo Município.

"Cheguei ao local e a moça aplicou a vacina em mim, mas quando ela pegou meu cartão de vacinação para registrar e viu o lote da dose que eu tinha tomado primeiro disse: 'meu Deus, apliquei a vacina errada. Ela ficou muito assustada e eu fiquei muito nervosa", contou. A capital potiguar ainda não deu início à aplicação da segunda dose da vacina de Oxford.

A profissional ficou muito nervosa e questionou se poderia ter algum problema de saúde por tomar doses de vacinas diferentes. "Ninguém soube me dizer nada. Liguei para amigos médicos que me tranquilizaram", afirmou.

Solimar disse ainda que não foi informada quando deverá tomar outra dose de uma das vacinas. "Estou indignada. É uma indignação como profissional, como pessoa, como contribuinte", disse.

A SMS afirmou em nota que a a profissional está em monitoramento remoto, para que possível evento adverso se acompanhado. "De acordo com esse processo de observação será definido se ela vai tomar a segunda dose da vacina de Oxford no tempo certo conforme bula do medicamento". Ainda segundo o Município, esse foi um caso "isolado" e o único do tipo na cidade até o momento.

A pasta informou que "pode ter havido falha no processo", visto que paciente não fez o autocadastro e o nome estava ilegível no documento utilizado para cadastro no local de vacinação, sendo cadastrada depois somente com CPF. A Secretaria afirmou também que sempre informa aos usuários o tipo de vacina aplicado com estimativa de esquema vacinal para a segunda dose.

Por G1-RN

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